sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

Amigas e amigos, bom dia.
Mais um ano se passou, como diria o Cassiano. Novamente a expectativa em relação ao devir, novamente as mesmas questões em relação ao que queremos para o nosso hoje, pois o que era futuro transformou-se instantaneamente no presente.

Estamos novamente de frente pro gol, de frente para nós mesmos e, pior, o que vemos não é tão interessante assim. Vemos diante do espelho o mesmo de antes: os mesmos anseios loucos, as mesmas reações em relação aos que convivem conosco, as mesmas expectativas sem ação de anos anteriores.

Será que precisaremos de mais um milênio inteiro para compreender que não adianta só idealizar? será que necessitaremos de mais um milênio para acreditar que somos deuses e que temos luz interior para brilhar? será que não confiamos no que Jesus nos disse?

Estamos nesse processo de busca do desconhecido há milhares de anos, buscamos o desconhecido que nos foi apresentado por Jesus e não conseguimos ainda apreender o significado de suas palavras. Ficamos como crianças que ainda não conseguem andar, falar e, principalmente, concatenar o pensamento. Da criança interior que devemos ser guardamos apenas o egoísmo, a síndrome da criança de dois anos: tudo é meu.

Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da américa católica que sempre precisará de ridículos tiranos, como diria Caetano? E o pior, o tirano somos nós mesmos. Insistimos em nos manter iguais ano a ano e atribuímos isso à nossa personalidade, a fidelidade a nós mesmos, esquecendo que o traço característico do Universo, a sua grande igualdade, é que nada fica igual, tudo se transforma.


O medo que nos paralisa a existência tem que ser abandonado. Temos que pensar de maneira diferente, pois estamos pensando igual desde a nossa criação e, com certeza, não sabemos quando isso aconteceu, nem quando tomamos consciência da nossa existência, nem quando chegaremos a Espírito puro.  Só sabemos que fomos criados, que um dia tomamos consciência de nós mesmos e que chegaremos a Espírito puro.


Sabedores de tudo isso e com as ferramentas que temos a nosso lado, temos que criar coragem e enfrentar o maior inimigo que temos:  nós mesmos.


Sem demora, sem vacilações, sem esmorecimento, combatendo o bom combate, como nos ensina Paulo de Tarso na sua segunda carta a Timóteo. Temos que tomar todos esses cuidados pois está já a nossas portas um novo momento no planeta e esse momento é dos mais especiais. Vivemos já o período de transição, anunciado de há muito pelos Espíritos que secundaram Allan Kardec:

“Ele (planeta Terra) chegou a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudará para planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele a lei de Deus imperará.”

O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, item 19


Os medos que temos em relação a nós mesmos serão passado se nos colocarmos diante dessa grande verdade: o tempo não para e não muda, continua o mesmo desde que Deus criou a tudo e a todos. O tempo é o mesmo justamente para isso, para que nós tenhamos consciência de tudo o que podemos fazer dentro dele, quem para e muda não é o tempo: somos nós mesmos.

Paramos  pelo medo da mudança e não conseguimos mudar porque ficamos esperando que o milagre do tempo se faça e que possamos, sem esforço nenhum, ver nascer dentro de nós o reino que nos foi prometido pelo Cristo.

Enganam-se os que acreditam em fim de mundo e fim dos tempos. O que finda, de tempos em tempos, é a maneira como encaramos o mundo em que vivemos.  É hora, novamente, de fim de mundo em nós mesmos, é hora já de renovação, é hora de transformação. Não percamos mais tempo teorizando sobre isso ou aquilo: é hora de praticar. A teoria de tudo já a temos desde que Jesus nos visitou em corpo e alma e nos legou o seu Evangelho de luz.

É tempo agora de colocarmos em nossas vidas, os seus ensinamentos, as suas lições de vida e não de retórica. Ficamos preocupados tão somente em decorar textos e mais textos sobre o bem viver e esquecemos que bem viver, segundo as palavras de Jesus, é simplesmente amar, pois como ele nos diz a quase dois mil anos, só o amor nos identificará como discípulos dele.

Deixemos de lado as frases bonitas e de efeito que só deixam plateias maravilhadas e partamos para o bom combate transformando, finalmente,  o rascunho que somos em arte final.

Deus nos criou não para a retórica mas para a ação. Somos sujeitos de nossas vidas, agentes em favor de nós mesmos e de todos os que possamos alcançar com nossos atos. Não nos deixemos levar pela inércia da mesmice, entendamos que o tempo passa, mas o Espírito permanece. O Espírito que somos exige essa mudança, enfrentemos nossas deficiências com vontade, coragem e determinação, abreviando dessa forma o nosso estágio em mundos tão conturbados por nós mesmos.

Manolo Quesada





2 comentários:

  1. Manolo, aguardo sua vinda à Paraiba. Abraço fraterno. ana neri

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    1. oi ana. assim que tivermos uma oportunidade estaremos ai com muito carinho.
      Abraço fraterno.

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